sexta-feira, 14 de julho de 2017

Mudança de Padrões. Para que te quero?

Vale considerar a importância da "senhora rotina". É ela que nos oferece um 'ar" de segurança e controle. Apreciamos muito este lugar. Na maioria das vezes, saudável. Em outros casos, não. Quais as evidências que indicam quando estamos em um, ou outro estado de ânimo?
Na rotina de vida dormem os padrões. Se repetem e dão ares da sua previsibilidade. São eles que constituem boa parte do nosso modelo mental. Estão presentes em nossos comportamento e atitudes. O intrigante é se tornarem paradoxalmente invisíveis. Um mistério a se desvendar. Convivemos com eles. Repetimos. Moldamos e somos moldados. No hábito se alimentam.
Se por um lado a repetição pode levar à excelência e à qualidade, em outro pode ser negativo. Neste caso, vale examinar. Um processo de coaching é uma tecnologia que oferece possibilidades para ampliar a percepção. Propicia não só encontrá-los, como confrontá-los. Fortalece a capacidade de identificar os padrões cristalizados, ao longo do tempo de nossa trajetória que insistem em permanecer como obstáculos frente ao desejo de nos tornarmos quem precisamos ser para alcançar objetivos.
Viver um processo de coaching é sobretudo construir metas de aprendizados. Neste lugar é possível compreender a natureza da necessidade de mudança. Além disto, é preciso reconhecer e agradecer aos padrões antigos. Foram eles que apoiaram a sustentação da nossa estrutura. Desapegar-se é atitude corajosa e já é parte do quadro de mudanças. Já é outro lugar. Um passo transformador. Nos ajuda a abrir espaços para novos padrões que precisarão do exercício e da consciência desperta para serem incorporados e alinhados ao caminho de autodesenvolvimento que nos levará ao futuro.
Nesta linha de raciocínio vêm as seguintes perguntas:
  1. Quais são os padrões de comportamentos recorrentes que nos impedem de avançar para o futuro desejado?
  2. Diante da possibilidade de mudança de padrões, quais seriam os novos padrões que poderíamos colocar em seu lugar e que irá favorecer o exercício do nosso potencial?
Boa reflexão!

sábado, 28 de novembro de 2015

O Ponto Cego



 Todos nós de alguma maneira vivemos muitas situações, em "ponto cego". Não possuímos total clareza sobre o impacto de nossas palavras, atitudes, e ações no dia-a-dia. Um jeito de viver um hábito no modo, "piloto automático".

  Do que realmente estamos falando? Existem áreas em nossa vida que não são facilmente percebidas, por nós mesmos. Às vezes nos damos conta, muito tempo depois. Outras vezes, recebemos a contribuição de alguém, por meio de um feedback, ou seja, de uma devolutiva sobre aspectos observados considerando os fatos. 

  Quando somos capazes de ouvir, começam a "cair as fichas". Neste momento temos a oportunidade de exercitar a escuta, ao tempo em que podemos ampliar a percepção relacionada as nossas reações.

  A questão importa, e muito, pois existem padrões que repetimos recorrentemente. O feedback, e a escuta é uma forma  de acordar para fazer as mudanças necessárias. Até porque a repetição nos levará sempre para o mesmo lugar, e não para onde queremos ir. O estado desejado. E para adquirir a mobilidade precisaremos de viver no exercício da autorreflexão.

  Um dos sinais para a repetição de padrões é sempre acreditarmos que a nossa forma e visão em como fazer as coisas é a melhor. O que pode ser melhor? Eu creio que parafraseando Scharmer, teórico da "Teoria U", trata-se da importância em manter a mente aberta, o coração aberto e a vontade aberta, o que certamente facilitará o processo de evolução.

   O coaching por meio da metodologia e das ferramentas favorece a clareza que nos leva a ampliar  a percepção e a autoconsciência. Quando ampliamos a percepção, consequentemente reduzimos a área de "ponto cego". Assim, aumentamos o leque de  opções, para melhores escolhas. 

  Como proposta de exercício o que acham de começar a observar o que as pessoas nos dizem quando estamos em  diálogos com elas"?

  Passe a observar as dicas que são colocadas durante a conversa. O que dizem, sinalizam e a forma como reagimos.

 A capacidade reflexiva é um dos grandes aspectos da inteligencia humana. Fazer uso desta capacidade propicia melhoria pessoal, e contribui positivamente, no âmbito das relações interpessoais e resultados esperados. 

Fonte: Sharmer, Claus Otto, 1961; Editora Campus. Teoria U: Como liderar pela percepção e realização do futuro emergente.


sábado, 12 de setembro de 2015

Crise? Foco em Solução!



Na semana passada fui assistir a palestra "Crise? Foco em Solução", realizada por Wang Ching, da 4COACH, em parceria com o Brasília Shopping. 

Ir as palestras da Wang Ching é sempre uma oportunidade muito especial. Imaginem o quanto é prazeroso aprender com alguém inteligente, dedicada e estudiosa dos assuntos que empreende.

Estar nestas ações de desenvolvimento pessoal, com Wang Ching é sem dúvida algo que estimula a minha capacidade de reflexão e mobilidade.

Escolher escrever e comentar alguns dos aspectos abordados durante a palestra faz meus olhos brilharem.

Aprecio a capacidade da Wang Ching em realizar perguntas (um forte instrumento do coaching). O jeito especial de conduzir os participantes em cursos e palestras. Ela não só faz os olhos brilharem, como também possibilita abrir os olhos dos participantes para o desenvolvimento de um novo olhar.

Brilho nos olhos, é a metáfora ideal para dar continuidade ao texto. A intenção é puxar o fio da conversa sobre o tema tratado na palestra. E a palestrante, com certeza nos leva ao abrir de olhos. Ela é perspicaz. O que facilita aos participantes a conexão com novas possibilidades, e ainda, obter o entendimento do que estamos a fazer, que não nos oferece o resultado esperado.

Em palestras deste nível é bom levar consigo um bloco de notas, pois sempre haverá algo importante para ser anotado. E estar atento é a melhor opção se você quiser colher os detalhes aguçados e rápidos da exposição. 

Se tem uma coisa na vida que eu amo é aprender. É um grande valor para mim. O meu relato será a ponte que levará à conexão com os aprendizados ocorridos durante a palestra. Creio que compartilhar informações e reflexões com o público do meu blog é novamente aprender. Que tal? Vamos juntos a este lugar?

A apresentação se inicia. Wang Ching suscita aspectos relacionados ao cenário atual, no Brasil. E observa o que vem sendo exposto em relação as reações e comentários disponíveis na mídia e os efeitos da crise nas pessoas.

A palestrante demonstra a sua capacidade de fazer perguntas. Uma maneira inteligente utilizada para interagir com o público. Neste sentido, é disponível para a escuta, com abertura para que as pessoas possam manifestar pensamentos, opiniões e sentimentos, em relação as suas provocações. 

A forma como empreende a sua arte é encantadora. Rege o contexto, e oferece intensidade à abordagem, ao mencionar na sequência "que tudo o que focamos expande. E enquanto o foco for no problema não estaremos preparados para enxergar as possíveis soluções". Em seguida apresenta a pergunta: "O que realmente está no controle de cada um?"

Oferta exemplos ao público. Pede para lembrarem das pessoas difíceis que conhecem, e o impacto desta crença sobre este relacionamento. E pergunta: "Onde colocamos foco e energia? Wang Ching mantém o questionamento, e cita os efeitos da ação e reação. Apresenta os detalhes relacionados à capacidade de mobilização das crenças.

Com a intenção em conduzir à novas reflexões e questionamentos observa: "Ora se a nossa crença é a de que existe uma crise, a ação será neste cenário, o que pode iniciar ou agravar a crise". 

E nos diz: Aonde este ciclo pode nos levar? E pontua ítens decorrentes da perspectiva:
  • Insegurança;
  • Perda de foco e produtividade;
  • Que dos resultados da Empresa e reforço à crença;
  • Desencadeia ações defensivas;
  • Perda da qualidade e redução da percepção de valor

Após explorar as percepções do público sobre os efeitos do ciclo, promove uma virada na perspectiva da audiência. Complementa ao dizer: "Podemos viver e sofrer com a crise, ou apesar da crise, escolher como viver. Em todas as situações temos escolha. Por algum motivo, esquecemos deste poder de escolha e nos tornamos vítimas da impotência. Em qualquer ambiente, a crise existe quando principalmente há a falta de confiança. E a falta de confiança que afeta o mundo externo começa em nós. E desta forma não confiamos que existam soluções. Reduzimos esta busca, e até desistimos de tentar. E nos conformamos em esperar. Esperar pelo que? E até quando?

De repente, nos surpreende e diz: O que acontecerá se nadarmos contra a corrente? Se fizermos parte daquele grupo de pessoas que não costumam comprar a existência da crise?

Continua a provocar reflexões ao mencionar que embora saibamos que a crise exista para muitos, sabemos que não é para todos. Apresenta exemplos de oportunidades existentes, em meio ao cenário atual, e avança com novos questionamentos. 

Que tipo de pessoas as empresas que não apostam na crise, querem com elas? E mais, "O que fazemos, que se fizermos fará toda a diferença? Que oportunidades não estão sendo exploradas? Qual o tamanho do mercado que você precisa? Que novas necessidades o mercado apresenta hoje? Que outras pessoas não vêem o que você vê? E que ao enxergar lhe dá condições de sair na frente?

Utiliza a metáfora do peixe que nada contra a corrente num cenário em que muitos nadam para o mesmo sentido, conforme a crença da crise  E complementa: Quantos peixes pequenos podem se juntar para se constituir em força conjunta se você nadar contra a corrente? 

Dá continuidade ao assunto e novamente pergunta: "O que você encontra de diferente ao nadar contra a corrente? E se concentrar em sua área de expertise?  Já listou os recursos sub-utilizados e ociosos? E se eliminasse o que não agrega valor para abrir fôlego para investimentos? Menciona a necessidade de observar o movimento do seu mercado em busca de identificar novas necessidades.

Em que você destina o foco de tempo e recursos? Com isto Wang Ching propõe antídotos interessantes para afrontar o cenário, ao tempo em que considera a importância de:
  • Ouvir o cliente e identificar novas necessidades;
  • Aprender continuamente;
  • Promover a desconcentração da carteira de clientes;
  • Fazer uso da criatividade;
  • Investir em qualidade do produto e do atendimento;
  • Negociar;
  • Diversificar oferta de produtos e serviços.;
  • Destinar tempo para clientes de maior relevância;
  • Considerar o que é vital no seu papel com o cliente;
  • Entrar em projetos diferentes para fazer escolhas;
  • Fazer escolhas conscientes.

E com estas dicas, entremeadas pelas perguntas, que nos levam a reflexões e a novas descobertas, Wang Ching caminha para o final da sua palestra com a indicação de dois livros interessantes: O essencialismo de Greg Mckown e QI de Persuasão de Kurt. W. Wortenten.

Posso dizer com alegria que é uma honra ser parceira da 4COACH!

www.4coach.com.br                                                     



terça-feira, 25 de agosto de 2015


A resistência

     Quando eu era criança ouvia as estórias que minha avó contava. “A Formiga e o Floco de Neve” era a minha preferida.  Lembro de pedir a ela para repetir inúmeras vezes aquela estória. Guardo ainda o ritmo e a melodia da pergunta. Perguntar era algo que eu sempre amei fazer. Aprender sempre foi um grande valor para mim.

     Hoje penso que ao ouvir a estória por várias vezes, provavelmente, eu resolvia  algum conflito interno. Eu me identificava com a formiga que lidava com o obstáculo e que fazia perguntas para vários elementos da natureza. A repetição das perguntas para os personagens estimulava a minha imaginação. Não sei porque gravei a pergunta que ela fazia de uma forma bem diferente. Em minha lembrança a pergunta da formiga era “Oh neve porque cobres os meus pézinhos?” Nao lembrava o que acontecia depois, e nem a solução encontrada.

   Lembrei desta estória em uma sessão de coaching. Ao final do encontro a coach mencionou sobre a minha resistência para finalizar as ações iniciadas. Eu me senti a própria formiga com um floco de neve no pé.

     A tarefa acordada para a próxima sessão foi realizar uma conversa com a “Resistência”, e em seguida escrever a reflexão surgida desta conversa. Então, aqui estou eu a conversar.

    Sobre a “Resistência” tenho a dizer que sempre diante dela, ajo de forma respeitosa. Até porque aprendi que a princípio não sabemos qual o seu papel na minha situação específica. Estamos ainda, numa fase de exploração. É preciso conhecer a causa que me conduz a resistir em empreender as ações  que importam para minha vida pessoal e profissional.

   Fico a imaginar sobre os aspectos envolvidos? Os ganhos? As perdas? E o que isto pode ter a ver com a minha identidade? O que pode ocorrer se esta resistência for “derretida”, assim como a neve?

    Quando resisto percebo uma pressão física na altura do plexo solar. Posso desta forma entrar em contato com este desconforto. Percebo uma barreira. A neve sobre os pés da formiga é a metáfora do obstáculo, da paralisia que se encontra com este sentimento de resistência.

   Preciso encarar os fatos. Tenho ações desenhadas, iniciadas e que não finalizei. Procrastinar é a palavra que vem a serviço da “Resistência”.   É exatamente isto que estou a fazer comigo. Este solilóquio trouxe a consciência de que finalizar é dar andamento a mobilidade necessária para avançar com meus objetivos. Ao realizá-los poderei ascender a outra dimensão de quem eu sou. Do meu vir a ser contínuo.

     Ao tempo em que escrevo sobre isto percebo que tenho a tentação em me distrair com outras coisas. E na verdade, é o que tenho feito com meus projetos. Sempre que estou com eles nas mãos, largo para me distrair com coisas que também são muito interessantes para mim. O problema é que perco o foco!

    Para esta conversa, no sentido de contextualizar e encontrar clareza sobre o mote da estória da formiga é fui pesquisar na internet. Encontrei versões diferentes. E o melhor de tudo foi reencontrar a criança em mim.

    Compreendi que a estória trata de uma formiga que esta com os pés presos pela neve. Vi que ela busca ajuda com os elementos da natureza, realizando perguntas para quem teria o poder de resolver. No final da narração encontra Deus que tudo pode a faz acordar para o fato de que a neve que estava sobre os seus pés ja tinha derretido.

    Importante ressaltar que o exercício ofereceu maior clareza sobre o meu processo. Tudo que posso dizer é sobre a gratidão para com a minha coach que durante a sessão me conduziu a uma outra dimensão de quem eu sou, por meio da conversa, da tarefa e da metáfora que me ajudou a caminhar. Posso afirmar que após a sessão pude colher frutos da minha ação.

Maria Eugenia de Athayde

Dedico este texto a coach Ana Vilanova.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Coaching o Caminho para a Realização

Coaching


O Coaching é uma ferramenta que pode contribuir para a realização de sonhos. 

É uma metodologia que contribui para a elaboração de um plano de ação detalhado, com objetivos a serem alcançados, ações estratégicas, prazos e obstáculos a serem superados.

As sessões oferecem um contexto que  permite empreendimento, por meio de um  sistema "passo a passo" transformador, que gera processo de aprendizado. 

A ação desenhada promove uma tensão saudável capaz de mobilizar recursos em busca do "fazer acontecer". Podemos dizer sobre dar um salto de qualidade para vencer a inércia.  
A realização de sonhos fortalece a autoestima, das pessoas e as conduz para uma outra dimensão de suas vidas. Trata-se de um caminho com sentido e orientação, principalmente com brilho nos olhos. Quem se permite caminhar faz isto de forma desperta. 

A finalidade é agir de maneira a deslocar-se do estado atual e insatisfatório, para um estado desejado, com alternativas, metas e foco.

O melhor do processo é o aprendizado. O grande triunfo que leva a liberdade de ser e fazer com a finalidade de tornar a vida interessante, plena em sentido e realização.

Coaching é uma relação de parceria. Um caminhar lado a lado. O coach (profissional que conduz o processo) tem as perguntas que provocam para a reflexão e insight, as metáforas que enriquecem o trajeto, as historias imperdíveis que mobilizam para o desejo de aprender com o processo, entre outras técnicas. Ao lado, o coachee (explorador de metas, observador, cliente ou participante), aquele que tem as respostas e a rota para chegar onde realmente quer.

Dois caminhantes que descobriram no coaching a oportunidade para a realização e plenitude. Um convite para sair da velha estrada que não conduz a novos caminhos. Pense nisto!